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Dezembro 29, 2009 por LucianoO fim da influência?
Dezembro 29, 2009 por LucianoUm artigo interessante, embora cheio de erros, em particular o lugar-comum de que temos vivido num mundo “neoliberal” (sim, outra vez…). Na verdade, temos vivido no mundo do Estado-Providência (que certamente inclui a propriedade privada e será mais liberal do que o socialismo hard-core, mas que tem tanto de liberal como de socialista). Vale pelo artigo, mas vale também logo pelo primeiro comentário que lhe é feito:
Well, there was a time back in the 80’s, when you couldn’t pick up a newspaper or magazine without seeing an article about how Japan was the new international economic heavyweight and how, before long, Japan was going to own just about everything. How did that turn out? No offense but, regardless of how good the future looks for China right now, do not underestimate the ability of people to screw things up.
Eu também me lembro. E também me lembro do tempo em que a URSS não só estava para durar como havia dúvidas sobre se não seria mais próspera do que os EUA (e dúvidas mesmo sobre se não seria uma democracia). Salvo erro, era aí por volta de 1988.
“As cadeiras são arquitectura, os sofás são brugueses”
Dezembro 27, 2009 por LucianoNo meu tempo é que o Natal era bom
Dezembro 26, 2009 por Luciano
Para a eternidade:
Não há mais pôr-do-sol em Sunset Boulevard
Cai neve em Nova Iorque
Ninguém vai me encontrar
A vida e a casa
Dezembro 23, 2009 por LucianoO João, na sua eterna misericórdia, lembrou-se de me perguntar qual era o meu filme da década. Obrigado, João (há quanto tempo?). Não consigo dar só um, mas também não me custa excluir quase todos, até por não ser muito de listas. Assim, mais ou menos por esta ordem: Gran Torino, Clint Eastwood, Up, Pete Docter, Little Miss Sunshine, Jonathan Dayton e Valeri Faris, e A.I., Steven Spielberg. Reparo e constato duas coisas: uma, são todos sobre a infância ou a velhice, ou sobre a infância e a velhice. Não deve ser por acaso, até porque são os dois momentos trágicos da vida: quando tudo é possível e quando já mais nada é possível e se trata de dar sentido ao que ficou para trás. A outra coisa é que são todos sobre o velho tema homérico da viagem e do regresso a casa e à família, vendo bem outra metáfora sobre a vida e a morte. Cada filme dava para expender páginas e páginas. Não vale a pena, até porque me faltam os dotes.
Última hora
Dezembro 20, 2009 por Luciano
Parece que o mundo vai mesmo acabar. E todos vocês negacionistas, cépticos, ignorantes, bushistas, capitalistas, neoliberais, repugnantes, fascistas, foleiros, estejam descansados: a culpa não foi vossa.
Pegadas
Dezembro 19, 2009 por LucianoRegresso à normalidade
Dezembro 18, 2009 por Luciano(Publicado no jornal Metro, 17/12/2009)
Era evidente. E só não se percebe como pôde o Presidente da República cometer a terrível asneira de, a propósito do caso das “escutas a Belém”, vir para a televisão queixar-se não se sabe bem de quem. A conjuntura política é-lhe muito favorável: o Governo não se apoia numa maioria absoluta parlamentar e não consegue apoiar-se numa maioria de esquerda operativa. A famosa alocução ao país não o fez senão perder tempo e obrigá-lo a um posterior esforço de recuperação de popularidade. Mas o Governo (e o PS) ofereceu-lhe agora de bandeja uma oportunidade, que o Presidente não desperdiçou. O patético pedido para que ele pusesse termo à “ameaça de ingovernabilidade”, levou a resposta adequada: governar apoiado numa maioria relativa não é um drama; é só preciso saber fazê-lo. O pedido não foi nenhum disparate. Tratou-se de jogar com a célebre “fragilização” do Presidente, encostando-o à parede e obrigando-o a socorrer o Governo, pois outra reacção poderia ser entendida como hostilização. Mas não funcionou: o Presidente soube libertar-se do falso abraço, aproveitando para reaparecer com a “dignidade presidencial” restaurada.
Como já aqui disse antes, é praticamente uma lei da natureza do sistema político português: se não há maioria parlamentar, o centro passa a ser o Presidente. Não há nada de original nisto, só não se percebe como tanta gente o esqueceu, depois de 20 anos de maiorias absolutas ou quase. Passado o lirismo com que o resultado das eleições foi interpretado (que era o “reforço do parlamento”, a “recuperação da dignidade parlamentar do regime”, etc.), regressou aquilo que era típico antes de 1987: o descrédito dos deputados e da “classe política”, envolvidos em escândalos e pequenas e disparatadas querelas, incluindo insultos baratos – “palhaço”, por exemplo. E o Presidente como “reserva” de dignidade do sistema. Foi onde voltámos. Resta saber se continuamos ou saímos (como já antes saímos) e por onde saímos (se sairmos).
Flip-flop
Dezembro 17, 2009 por LucianoBlue Bull Race
Dezembro 16, 2009 por Luciano
Eu vivo em Lisboa e quero a Red Bull Race no Porto.

