Archive for Novembro, 2009

Grupo de argentinos propõe candidatura de Fidel a Nobel da Paz 2010

Novembro 30, 2009

E eu proponho, sei lá, o Élvio Santiago.

Sink Britannia

Novembro 30, 2009

Morgan Stanley fears UK sovereign debt crisis in 2010

Portugal não é um país pequeno

Novembro 27, 2009

Antes:

Depois:

Up-prime

Novembro 27, 2009

Com o Dubai, começou o up-prime, que ameaça ser tão mau quanto o sub. Quem diz Dubai World (a companhia pedindo agora moratória na dívida) diz o Estado do Dubai. Creio que será o primeiro de uma série, que acabará não se sabe bem aonde. Os maiores credores da dita companhia são o Royal Bank of Scotland e o HSBC. O RBS é já propriedade do Estado inglês em 60%; o HSBC recusou ajuda este ano. Será que vai continuar a fazê-lo?

Deve estar aí a preparar-se nova onda de “salvamentos”. Mas neste momento quem começa a precisar de salvamento é o salvador. Para salvar, é preciso dinheiro. De onde poderá vir ele? Bem, acho que agora só mesmo mandando fazer.

Não havia necessidade

Novembro 27, 2009

(Publicado no jornal Metro, 26/11/2009)

O leitor, certamente porque é mau cidadão europeu, não se terá apercebido, mas tem um novo Presidente. Não é um Presidente da República, até porque “preside” a várias monarquias. É o presidente permanente do Conselho Europeu, vulgarmente (e impropriamente) conhecido como “Presidente da União Europeia”. O leitor não foi seu eleitor, mas o novo Presidente é Herman van Rompuy, o obscuro primeiro-ministro da Bélgica até à semana passada, cargo para o qual também não foi eleito. Estamos já em plena vida do Tratado Reformador, também dito “de Lisboa”. Foi este tratado que tanta gente insistiu ser absolutamente necessário para “desbloquear a Europa”. Não se compreende bem a necessidade. Pelo menos pode dizer-se que foi necessário para atribuir a Presidência a van Rompuy. De resto, seria interessante saber porque são as mesmas pessoas que consideram a UE a oitava maravilha a acharem que ela estaria condenada sem o tratado. Se já era uma maravilha, porquê mais um bocado de papel?

É claro que o tratado é uma má substituição de uma má ideia anterior que não funcionou: a Constituição Europeia. Já ninguém se lembra, mas a Constituição iria dar nova legitimidade à União. O coordenador da sua redacção, Gircard d’Estaing, explicava então que a Convenção encarregue de a redigir era a “Convenção de Filadélfia europeia” (referindo-se à convenção da Constituição dos EUA) e o Presidente dela resultante o “George Washington europeu”. Reconheça-se que a Constituição procurava resolver um problema óbvio, o da legitimidade democrática da UE, que não existe nem se antecipa venha a existir rapidamente. Em vez disso, o Tratado de Lisboa abandonou essas pretensões. O que precisamente prova que não era necessário (nem porreiro, pá), a não ser no sentido funcional de facilitar votações no Conselho, com as novas regras de ponderação dos votos. Se os europeus não precisavam do Tratado de Lisboa nem do Presidente Rompuy, agora lá terão de viver com eles.

Jeitinho

Novembro 27, 2009

Pedro, não creio que corra esse risco. Por uma razão simples: não sei o que seja o “passismo”. O que resolve o “passismo”. Mas também resolve o “socratismo”, uma vez que dizes que um vem atrás do outro.

Dito isto, parece-me péssima a política da cabala ao contrário em que tanta gente no PSD se meteu. A política não se faz com escutas e fugas de informação. Ou melhor: faz-se, mas não é assim. É com mais jeitinho.

Um porco a andar de bicicleta

Novembro 25, 2009

Não é que surpreenda: já se viu de tudo. Depois da queda do muro, que, pelo que se foi vendo por aí, parece que foi obra da esquerda, temos agora o 25 de Novembro, que parece que também foi. Bem, havia lá gente de esquerda, mas o que não dizia a maior parte da esquerda (a verdadeira esquerda) dessa esquerda. Fascista devia ser a palavra mais simpática. Até porque estava aliada com todos os partidos de direita, mais a padralhada e outros requintados espécimes. Mais do que uma vitória da direita ou da esquerda, foi uma vitória dos que acreditavam que se devia instaurar no país um convívio político democrático e liberal. E na ocasião (por acaso ou não) quase toda a direita estava desse lado. E no contexto, com mais direita ou menos direita, o que o 25 de Novembro significou foi o fim da possibilidade de uma ditadura de esquerda. Bastante simples.

É a vida

Novembro 25, 2009

Antes:

Depois:

 

O primeiro presidente Pacífico

Novembro 25, 2009

“O momento em que a subida dos oceanos abrandou e o nosso planeta começou a curar-se”? E simplesmente ser um bom presidente?

Um espectro persegue o PSD

Novembro 24, 2009

Se há coisa que continuo sem compreender no PSD é o medo que parece existir entre alguns dos seus militantes com uma vitória de Passos Coelho. É esse aparente medo que vem alimentando a já cómica “novela Marcelo”, que no essencial consiste numa data de pessoas a empurrarem o pobre professor para o patíbulo, enquanto o professor lhes vai dando a entender da melhor e mais simpática forma possível que avancem eles. Tal como estão a fazer o filme, até parece que acham que Passos Coelho, uma vez conquistado o PSD, vai dominá-lo para sempre e, por essa via, dominar o país pelo futuro afora. Se não querem ir para lá e se o professor também não quer, deixem ir quem quer realmente ir. Às tantas, ainda vão verificar com alívio que daqui a uns meses (ou um ou dois anos, vá lá), o homem regressa ordeiramente a Vila Real (é uma metáfora) à sua vida pacata. E mesmo que não regresse e ganhe umas eleições, ainda terá de governar, o que não é para todos. Assim, limitam-se a fazer a melhor propaganda para o adversário.

Entretanto, talvez fosse mais interessante deixarem-se de fazer política por interpostas escutas e fugas de informação e passarem a coisas mais interessantes.