A razão

Juan Donoso Cortés dizia que o liberalismo é um regime de “tagarelas”: toda a gente fala antes de pensar. A tagarelice em torno de duas tentativas de homicídio, uma consumada (a do cronista social português) a outra não (a da congressista americana) é bastante eloquente. Já tantas culpas foram atribuídas a tanta gente que julgo que só o pato Donald (e mesmo assim não juro) estará fora da lista. A tagarelice liberal tem sobretudo dificuldade em explicar o que se exprime por meios que não sejam as palavras: a guerra ou um assassinato, por exemplo. Mas não desiste de explicar, falando, falando, falando, até chegar à mais desbragada cacofonia. Nem tudo se explica: encontram-se sempre razões, mas nunca se encontra a razão.

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