Uma tragédia ao vivo e a cores

Lá vi ontem a maior parte da entrevista de Miguel Sousa Tavares a Gonçalo Amaral. Mais um desastre, a juntar ao da semana passada. MST, provavelmente tentando compensar o bailarico que levou do PM no último programa, optou por uma estratégia diferente: não deixou o entrevistado falar. Tal como já tinha acontecido com o PM, misturou opinião e factos nas perguntas (talvez acusações fosse a palavra mais correcta), tomando como factos aquilo que é a sua opinião (talvez impressão fosse a palavra mais correcta). Tal como já tinha acontecido com o PM, MST estava mal preparado, cheio de ideias coladas com cuspo. A entrevista não passou de uma sucessão de acusações ao entrevistado que, mal conseguia balbuciar umas palavras, levava logo com outra acusação. Eu percebo que não se goste de Gonçalo Amaral e da sua tese, mas a demonstração disso reserva-se para o espaço de opinião. Uma entrevista é uma entrevista e não um auto de fé, com a humilhação pública do herege. Uma técnica mais subtil é apanhar o entrevistado em contradições lógicas ou de facto. Mas MST não conseguiu fazer isso, até porque colocava logo mal as perguntas. Este programa, a continuar assim, arrisca-se a ser uma tragédia ao vivo e a cores.

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