Não digo que não

As pessoas esforçadas são de apreciar. Ultimamente, muitos têm-se esforçado por mostrar que os problemas da dívida pública portuguesa são as agências de rating. É um esforço louvável, como qualquer outro, mas não vale a pena o exercício de denial. Falam-nos da venda de títulos gregos na passada 2ª feira. Mas esquecem-se de dizer que só foi possível graças a um prémio acima do spread então em vigor e sempre com a possibilidade de salvamento por parte da Alemanha (que ainda não está excluída). Entretanto, o spread da dívida grega voltou a atingir máximos, mesmo com a possibilidade de salvamento pela Alemanha. Sorry folks, a Grécia e Portugal têm mesmo um problema de endividamento, público e externo. Mas sobretudo têm um problema mais grave: más perspectivas de crescimento económico no futuro. É relativamente a isso que os mercados (não as agências) apostam.

Nós podemos dizer mal das agências de rating à mesa do café (que bem merecem), mas um ministro das Finanças já não é bem assim. A menos que esteja a seguir a estratégia suicida, a qual até é capaz de não ser a mais errada. Quer dizer, não falo de suicído a sério (que é sempre uma hipótese a considerar, não digo que não), mas de qualquer coisa do género: vamos rebentar com isto tudo (défice, dívida e tudo), a Alemanha fica mesmo em pânico de que o euro acabe e salva-nos. É uma estratégia, não digo que não.

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