A vida e a casa

O João, na sua eterna misericórdia, lembrou-se de me perguntar qual era o meu filme da década. Obrigado, João (há quanto tempo?). Não consigo dar só um, mas também não me custa excluir quase todos, até por não ser muito de listas. Assim, mais ou menos por esta ordem: Gran Torino, Clint Eastwood, Up, Pete Docter, Little Miss Sunshine, Jonathan Dayton e Valeri Faris, e A.I., Steven Spielberg. Reparo e constato duas coisas: uma, são todos sobre a infância ou a velhice, ou sobre a infância e a velhice. Não deve ser por acaso, até porque são os dois momentos trágicos da vida: quando tudo é possível e quando já mais nada é possível e se trata de dar sentido ao que ficou para trás. A outra coisa é que são todos sobre o velho tema homérico da viagem e do regresso a casa e à família, vendo bem outra metáfora sobre a vida e a morte. Cada filme dava para expender páginas e páginas. Não vale a pena, até porque me faltam os dotes.

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