Round and round

É o eterno retorno. Até há pouco, podia apenas  conjecturar-se e suspeitar-se de que assim era, mas agora torna-se claro que o aquecimento global é mais um ponto do velho confronto entre capitalismo (o que quer que isto signifique exactamente) e anti-capitalismo. Basta uma pessoa ver (no pun intended) o ambiente da Conferência de Copenhaga (entre o Fórum de Porto Alegre e uma Conferência dos Países Não-Alinhados) para o perceber. O que o mantinha aparentemente fora desse espaço era a evidência científica. No entanto, à medida que o tempo passa, mais dúvidas se levantam sobre a sua veracidade. Como as dúvidas se acumulam dia após dia, aqueles defensores do aquecimento global que aceitam a possível existência de erros no registo dos dados vão mudando o argumento: mesmo que o planeta não esteja a aquecer, é uma oportunidade para aplicar um determinado programa político e económico. Como sempre, a esquerda convoca a ciência (o deus de quem não tem Deus) para se atribuir razão. Eu ainda sou do tempo do socialismo científico: o comunismo não se limitava a ser uma opinião, era uma inevitabilidade histórica e científica. Como sempre, também, quer reconstruir o Homem (veja-se aqui, tão claramente). A ideia é muito simples: o Homem tem, definitivamente, de redimir-se dos seus pecados para evitar o Apocalipse. No fundo, é para quem acredita.

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