Fins

Pois é Miguel, é muito interessante: já ninguém se deve lembrar, mas o marxismo, como extensão do idealismo e dialética hegelianos, e o comunismo, como regime marxista, é que eram o fim da História. Aqueles que, quando a História não corre da maneira que queriam, se erguem logo a explicar que a História não acabou, lembram-me os tipos que, depois de levarem um murro na cara, continuam a gritar pela rua fora: “isto não fica assim!” É verdade que o Fukuyama veio depois escrever aquele livro sobre o fim do comunismo e o fim da História. Mas por um lado tratava-se de típica provocação intelectual. Do género: então, afinal como é que acabou esta História? Por outro, tratava-se de constatar o que dizes: se o regime que era o fim da História tinha ele próprio chegado ao fim, então a História (aquela História) tinha mesmo chegado ao fim.

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