And the winner is…

1 – O prémio Nobel a Obama parece quase uma encomenda da agência de marketing encarregue de promover a sua imagem. Quando até o Saturday Night Live, esse excelente programa cómico de esquerda, destrói com tanta eficácia a imagem de Obama, é muito mau sinal. A verdade é que o balão da Obamamania estava a desinchar de forma preocupante, com aquilo que começa gravemente a parecer-se com uma presidência fracassada. O prémio permitiu voltar às capas de jornal pop art e àquelas peças de jornalismo televisivo foleiras, em que música entre o delicodoce e o heróico acompanha os grandes momentos da campanha (já que da presidência propriamente dita há pouco a relevar) de Obama.

2 – Daqui a uns meses já ninguém se lembra que Obama ganhou o prémio. De resto, Obama vai governar conforme os seus interesses e a interpretação que fizer do que são os interesses dos EUA. Eu, por exemplo, não estou de acordo com a interpretação que ele tem feito até agora desses interesses. Mas não é isso nem o prémio Nobel que vão limitar a sua liberdade de acção. Para citar José Apolinário, candidato do PS à câmara de Faro, os EUA são os EUA. Os EUA não são a consciência humanitária universal. Se Obama começasse a entendê-los assim, acho que a sua popularidade desceria tão baixo que nem sequer ao fim do primeiro mandato chegaria.

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