Sem fundo

Segundo julgo, um mínimo de sensatez obriga a que num empréstimo se faça o escrutínio da capacidade do beneficiário em pagar o que lhe foi emprestado. Quando pedi um empréstimo para a compra de casa tive de me sujeitar a ver os meus rendimentos vasculhados pelo banco. Neste momento são os bancos que me estão a pedir a mim emprestado, por via do Estado. E o engraçado é que ainda não me foi conferido o direito  (ou a um meu representante) de escrutinar as suas contas. Mais, se há coisa em que eles se têem especializado ultimamente é em tornarem as suas contas completamente incompreensíveis. Daí que o famoso plano de recapitalização dos bancos ingleses já tenha sido gasto e eles já andem a pedir mais. Daí que os limites das garantias dadas pelo Estado português aos bancos nacionais não tarde venham a ser revistos. Daí que um dos bancos indirectamente salvo pelo Estado (o BPP) apresente sérias suspeitas de actividades criminosas. Esta política de salvamento indiscriminado das instituições financeiras já era um disparate económico, como lançar dinheiro para um poço sem fundo. Agora, está literalmente a transformar-se num crime.

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