Fort Gitmo

Os crentes provavelmente ficarão satisfeitos com o simbolismo, sendo que muitos deles têm um jeito especial para varrer coisas para debaixo do tapete. Mas o que importa não é fechar Guantánamo por fechar. O que importa é saber o que fazer com quem lá está dentro. Ora, dos cerca de 250 presos, uns são efectivamente perigosos, outros suspeita-se que o sejam, outros não querem regressar aos países de origem porque serão torturados.

Enfim, é este o estado da “vergonha da humanidade”, do “gulag dos tempos modernos”. Muito provavelmente, daqui a uns anos, quando as “vítimas” de Guantánamo tiverem sido realojadas em Fort Leavenworth, com um estatuto jurídico idêntico ou parecido com o que têm hoje, já toda a gente se esqueceu deles. Já aconteceu com os nipo-americanos encarcerados por FDR. E já aconteceu com tantas outras vítimas dos bons, que não surpreenderia se voltasse a acontecer.

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