Ainda a latino-americanização da Europa

Na Grécia, continua a pancada nas ruas. Como é tradicional, os histéricos revolucionários do costume já começaram a farejar aqui uma “nova revolução”, um “novo Maio de 68”. Daí que o Politécnico de Atenas apareça já como o “símbolo da rebelião moderna”.

Enfim, foi nisto que a sociedade contemporânea degenerou: de um lado, a habitual colecção de cromos dos lenços palestinianos e das t-shirts do Che, irresponsáveis em tudo o que fazem; do outro, os engravatadinhos da banca de investimentos e outros negócios, que a única coisa que souberam fazer quando a vida lhes correu mal foi pedinchar dinheiro a nós todos, recusando-se a assumir as suas responsabilidades – irresponsáveis também, portanto.

No meio dos entusiasmos revolucionários, aproxima-se uma situação um bocadinho mais triste:  a Grécia é um daqueles países da eurozona cujo risco da dívida pública cresce todos os dias; estas manifestações não oferecem nenhuma garantia sobre a estabilidade do país e, portanto, são sinal para alguns capitais considerarem a hipótese de sair para outras paragens; consequência: maior e mais arriscada dívida. Ninguém se admire se a Grécia for o primeiro país da eurozona a não conseguir pagar a sua dívida. Meus amigos, vale a pena continuar a orar: algum dia as más notícias acabarão.

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