O que é bom para a General Motors…

Parece que o primeiro acto de siginificado do Presidente Obama não será fechar Guantánamo ou sair do Iraque, mas antes salvar ou não a indústria automóvel de Detroit. Não me parece grande ideia salvá-la, como já não me pareceram grandes ideias os salvamentos bancários indiscriminados dos últimos meses. A opinião sempre correcta, aquela que nunca se engana, estabeleceu como consenso recente a duvidosa tese de que foi a falência da Lehman Brothers a agravar exponencialmente a crise financeira internacional. Talvez fosse interessante chegar-se a outro consenso interpretativo: quando não se estabelecem critérios (como não estabeleceram) sobre quem, o quê e porquê salvar, o que se agrava exponencialmente são os pedidos de salvamento. Agora é a indústria automóvel. E depois? Porque não eu, que estou à rasca para pagar a casa? E para onde vão as noções de propriedade e responsabilidade individuais?

Mas uma coisa é verdade: os outros países fazem a mesma coisa. Na Alemanha, os fabricantes de automóveis são semi-estatais, no Japão (por outras vias) também. Porque haveriam os EUA de ser diferentes? Mais um caso de “mostrar o dinheiro e não só o amor”: os americanos já foram estúpidos, tiveram Bush e endividaram-se loucamente; agora são inteligentes, têm Obama e vão começar a fechar-se. A mama intelectual, política e económica dos EUA está mesmo a a terminar.

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