O infinito

Há muito obamita que tem tanto mau ganhar quanto teve mau perder nos últimos oito anos. Pela minha parte, é o seguinte: eu não vou fazer o papelão deles; hei-de estar em desacordo e em acordo com o presidente Obama (como já estive com Bush, embora os meus desacordos não tendessem a coincidir com os desacordos dos anti-bushistas) em diversas ocasiões. Estarei muito provavelmente mais vezes em desacordo do que se fosse outro presidente. Mas nada de semelhante à alucinação anti-bushista que atacou os actuais obamitas nos últimos oito anos.

Porque convém que nos entendamos: acima de tudo, a vitória de Obama permitiu a alguma esquerda reconciliar-se com a América e à maior parte dela converter-se pela primeira vez à América. Acho muito bem. Fico até contente. Mas eu que já cá ando há mais tempo muito francamente dispenso lições sobre o que é e não é a América, e sobretudo dispenso as convoluções político-freudianas de quem precisa de grandes teorias para explicar a sua conversão. A esquerda, que andava perdida desde o Muro, aprendeu a converter-se à Europa ocidental na última década, em larga medida por anti-americanismo (embora lhe chamasse anti-bushismo). Agora deu o último passo no infinito e converteu-se mesmo ao coração das trevas (embora sobretudo por anti-bushismo). Ou seja, converteu-se finalmente ao ocidente na sua totalidade. Só espero que não tenha chegado tarde demais.

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