Posso não ter percebido nada, mas parece-me que da reunião dos países do euro saiu a recomendação que já antes havia sido recomendada: cabe a cada Estado nacional salvar os bancos nacionais. Muito bem, provavelmente nem sequer podia ser de outra forma. Mas há qualquer coisa que me inquieta: imaginemos, por hipótese, que o Estado português tinha de salvar o BCP, cujos activos rondarão entre 60% e 70% do PIB nacional. Como o poderia fazer senão esquecendo o BCE e o euro, e pondo a impressora do dinheiro outra vez a funcionar cá dentro (de preferência incluindo sábados, domingos e feriados)?
Tenho a impressão de que esta garantias não são para ser entendidas num sentido literal. Trata-se de tentar devolver a “confiança” aos mercados. Oremos, pois, para que alguém um dia destes volte a estar “confiante”.

Outubro 14, 2008 às 10:11 am |
[…] Como foi dito ali mais abaixo, o importante é mesmo a “confiança”. Na verdade, nenhum dos Estados que se […]