Era assim há 130 anos

No dia em que se realizassem as esperanças dos unficadores; no dia em que o continente europeu se grupasse em grandes centros políticos (…), a liberdade política teria muito que padecer (…). A história da formação dos grandes estados na Europa é a história do despotismo, da guerra, da opressão(…).

Se esses grande impérios se constituíssem, absorvendo todas as pequenas nacionalidades, o espírito da Europa sofreria uma grande depressão moral, porque lhe faltaria a maior das suas maravilhosas qualidades: a unidade da civilização na diversidade das compleições, das formas, dos caracteres políticos. Esse grande luzeiro, formado pelas variadas irradiações de muitos centros luminosos, tornar-se-ia um clarão sinistro de incêncido destruidor. Em contacto uns com os outros (…), os grandes impérios consumir-se-iam em guerras implacáveis, em guerras de raça; até que a democracia, inspirada pelos grandes sentimentos da humanidade, desmembrasse outra vez esses colossos.

João de Andrade Corvo, Perigos: Portugal na Europa e no Mundo, 1870.

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