Jovens e inocentes

By Luciano

Lembro-me do tempo em que se discutia seriamente a corrupção do país pelo futebol. Maria José Morgado arengava contra a actividade, explicando que era genericamente constituída por malfeitores,  o que não lhe custaria provar.  O típico intelectual luso concordava e tinha Morgado numa excelente conta. Sempre me pareceu que havia mais preconceito do que realidade nesta condenação genérica de uma actividade (enfim, as pessoas do futebol são pessoas que não sabem falar), absolvendo tudo o resto que a rodeava, da política às empresas. Hoje sabemos mais. Por exemplo, soubemos ontem que Sócrates e Vara andaram a estudar maneiras de salvar o “amigo Joaquim”, cuja empresa de comunicação enfrenta dificuldades. E alguém nos lembrou que o “amigo Joaquim” quis ajudar a pôr Vara na presidência do Benfica.  Pois é. Já fomos jovens e inocentes.


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