Archive for Junho, 2009

Ouremos, irmãos

Junho 24, 2009

Está o papel que trazemos no bolso a caminho de valer tanto quanto (menos do que?) papel de embrulho?

Revolution #9

Junho 24, 2009

Atenção Síria, Obama quer falar e negociar convosco: preparem-se para um revolução.

Mistificismos

Junho 23, 2009

Nestes tempos místicos acontecem coisas fascinantes. Antes da “revolução” de Teerão aquilo que vimos foi Obama cortejar em várias circunstâncias o regime iraniano. O presidente milagreiro foi aliás muito louvado por “reestabelecer o diálogo com Teerão”. Depois, sem que ninguém o esperasse, seguiu-se uma revolta contra os resultados das eleições presidenciais. Aquilo que vimos foi o presidente Obama atrasar a sua reacção aos eventos e oferecer pouco mais do que uma morna reacção de vaga simpatia para com os revoltosos. Antigamente, quando os presidentes americanos adoptavam estas atitudes eram tidos por horripilantes praticantes da realpolitik, que não se importavam de bajular tiranias para adiantarem os interesses dos EUA. Agora, o actual presidente, por não ter feito nada para isso, é tido como o fomentador da revolta iraniana. A atitude realista do presidente até pode ter bastante de louvável. Mas o que tem de louvável é apenas o realismo da velha escola à la kissinger, não é certamente o idealismo de quem quer transformar o mundo (ou pelo menos o Irão). Certamente não será a evidência empírica a impedir o obamístico médio de atribuir fantásticos poderes salvíficos ao seu ídolo. Um dia passa-lhes.

Issues: think about it

Junho 22, 2009

Revolução

Junho 22, 2009

Conceitos

Junho 22, 2009

Vale a pena lembrar, porque me parece que muita gente o confunde: o Irão é uma democracia. O que não é é uma democracia liberal.

Vitórias

Junho 19, 2009

(Publicado no jornal Meia Hora, 18/6/2009)

É a beleza da democracia: as pessoas votam e baralham e voltam a dar. Mas é uma lição que tanto serve para as eleições europeias que acabaram de ter lugar como para as legislativas que hão-de vir: as pessoas vão voltar a votar e, por conseguinte, podem outra vez baralhar e voltar a dar.

O grande facto das eleições europeias é a dimensão da derrota do PS. São menos 20% de votos. Claro que não estava em causa a governação e o voto pôde ser mais descomprometido. Mas os números são demasiado volumosos. Alguns votos regressarão, até porque a reconstituição da direita assustará o suficiente para, nas legislativas, haver voto útil no PS. Mas também é de crer que muitos não voltarão. Certas políticas do PS, para conquistarem o centro e a direita, fizeram-se contra votantes tradicionais do partido. O exemplo mais óbvio é o dos professores. Muitos deles são seus tradicionais votantes. Se a eles juntarmos as respectivas famílias, temos centenas de milhar de votos perdidos. Se a isto juntarmos ainda outras centenas de milhar de funcionários públicos ameaçados pelos planos de reforma da administração, o quadro é negro. O PS ficou numa terra de ninguém: virar à esquerda significa perder eleitorado à direita; persistir no “centrismo” significa perder o de esquerda. Mesmo que algo se recupere entretanto, não é de crer que seja a maioria absoluta.

Claro que muito dependerá do PSD. Se o PSD conseguir afirmar-se como força efectivamente alternativa, o voto de centro e direita deslocar-se-á para lá. Aquilo que o PS perderá por este lado pode, porém, recuperar pelo outro: se a esquerda se assustar o suficiente, deslocar-se-á do BE e da CDU para o PS. Portanto, a chave está no PSD. Nesta altura, o entusiasmo das hostes é enorme. Mas duas coisas convidam à cautela: uma, a vitória não foi muito grande; a outra, o PSD ganhou também por apresentar uma cara nova e interessante e não as estafadas e cansativas (de tanto implicarem umas com as outras) figuras tradicionais. Será capaz de o continuar a fazer?

A situação está tão indeterminada que nos arriscamos a não ter maioria funcional nas legislativas. Muita gente se apressou a decretar o fim do Bloco Central com o resultado das europeias. Pois eu, a continuar a indeterminação, vejo o contrário: o PS e o PSD juntos poderiam aparecer como a maioria mais clara. O Presidente da República não se importaria e a gravidade da crise daria um pretexto excelente. Não é o único cenário possível, mas ninguém se surpreenda se acabarmos nele.

Préjugés

Junho 19, 2009

Bear market

Junho 17, 2009

If you can make it there, you can make it anywhere

Junho 17, 2009

Urban farming, a bit closer to the sun.


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