
Uma pessoa de propensão conservadora alegra-se naturalmente com o facto de todos os anos a França ter o seu Maio de 68. Na verdade, o que seria a França sem a sua dose anual de manifestações de estudantes e funcionários públicos? Acima de tudo, trata-se de uma tradição agora velha de praticamente 40 anos (é para o ano pessoal, toca já a preparar os artigos evocativos). Porque, na verdade, o Maio de 68 é quando um homem quiser.
Desapontamentos, só do lado dos comentadores portugueses, que este ano ainda não se angustiaram sobre se a revolução ainda faz sentido e qual o papel dos intelectuais franceses no mundo. Talvez para a semana. Ou então para o ano.