Pino-Che

By Luciano

Como se prova pelas reacções à capa da Atlântico deste mês, a esquerda continua a não tolerar que se toque nos seus filhos da puta (cf., pelo menos, aqui, aqui e aqui, mas acho que há mais). Confesso que já não tenho muita pachorra para este género de discussões, em que tanta gente finge ser estúpida (ou então é mesmo estúpida, não sei muito bem). De qualquer forma, o Paulo Tunhas já terá dito o essencial a propósito do artigo do Rui Ramos. Mesmo assim, convém lembrar, a propósito daqueles que acham excessiva a comparação de Che com Hitler, como Che não se compreende isoladamente. Che fez parte do comunismo internacional que cobriu literalmente meio mundo a seguir à II Guerra Mundial. Ora, se individualmente ele é “apenas” responsável por uns milhares de mortos (para além do trabalho forçado em Cuba e outra inovações agradáveis), já o comunismo emparelha com os horrores do hitlerismo e do fascismo sem qualquer favor.

Mas admitamos por um momento que a comparação individual de Hitler com Che é excessiva. Como em tudo o que se refere aos filhos da puta de esquerda, o que impressiona é a falta de vergonha na exibição do símbolo, visível na quantidade de T-shirts do dito com que tropeçamos a toda a hora. Talvez então uma comparação com Pinochet não fosse excessiva, igualmente responsável “apenas” por uns milhares de mortos. Que tal uma T-shirt também?

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