Archive for Outubro, 2007

Crónica da classe média lisboeta

Outubro 30, 2007

A Euribor baixou pela primeira vez em dois anos, para 4,627%. Boa!

O futuro da Europa

Outubro 30, 2007

Celebração do dia nacional da Turquia

Garçon Joueur

Outubro 30, 2007

Nunca comprei a Playboy. Juro. Nem sequer sob o pretexto de que as “entrevistas eram boas”. Para falar a verdade, sempre me pareceu que a Gina – Revista Sexy Internacional era uma publicação de qualidade francamente superior. Mas enfim, há sempre uma primeira vez para tudo.

Ciências exactas

Outubro 28, 2007

Walter Veltroni, um protagonista do casino (no sentido local do termo) que é a política italiana, afirmou, a propósito do novo Partido Democrata (restos do antigo PC, restos do antigo PS, restos da esquerda da antiga Democracia-Cristã, e mais uns quantos restos avulsos), que a Itália se estava a tornar no “laboratório político da Europa”. Quem sabe? De qualquer forma, vale sempre a pena lembrar a última vez em que a Itália foi o “laboratório político da Europa”.

Mais uma pró-referendo

Outubro 26, 2007

Era assim há 30 anos

Outubro 26, 2007

Diz que vai ser outra vez daqui a dois dias.

Nós somos um verdadeiro tratado

Outubro 26, 2007

(publicado no jornal Meia-Hora, 25/10/2007)

Sob o aparente cosmopolitismo, não houve espectáculo mais parolo do que a recente excitação lusa a propósito do “tratado de Lisboa”. Nos dias em que Portugal se enchia de orgulho pátrio por ter “desbloqueado o impasse da Europa” e “virado uma página da História europeia”, os jornais estrangeiros falavam da final do Campeonato do Mundo de râguebi e do Grande Prémio do Brasil de Fórmula 1. Arrisco-me a dizer que quase ninguém por essa Europa fora deu conta do nascimento do tão incensado documento.

E percebe-se porquê. Na maior parte dos países europeus, o que se pretende é fazer passar o dito cujo à sorrelfa. Ninguém está muito interessado em lembrar aos “cidadãos” europeus que a velha Constituição bloqueada por franceses e holandeses voltou sob pele de cordeiro. Não vá alguém lembrar-se de pedir um referendo com hipóteses de o recusar. De resto, não se percebe a excitação. A Constituição valia acima de tudo pelo seu poder simbólico. Mais do que substantiva (embora também fosse) ela representava sobretudo a possibilidade de imaginar uma Europa futura, federal e una. O novo tratado, apesar de alguns passos substantivos que sobraram da Constituição, procura sobretudo viabilizar votações.

Porque o verdadeiro “desafio” (para usar a linguagem heróica dos crentes) não está em assinar tratados nem mesmo em ratificá-los (apesar de aqui já se vislumbrarem algumas decepções por via dos sempre decepcionantes ingleses). O verdadeiro “desafio” está em perceber como é que esta colecção de Estados, estendendo-se do Atlântico aos balcãs, conseguirá entender-se. A UE continua a ser uma colecção de Estados nacionais, e a sua viabilização só é possível enquanto viabilização desses mesmos Estados. Acaso eles comecem a sentir que assim não é poderão começar a questionar a relevância de toda a aventura. Por isso, aconselha-se cautela a conceber a plataforma na qual vai assentar o entendimento. Embora à primeira vista talvez não pareça, este recuo da Constituição para o “tratado de Lisboa”, depois dos avisos francês e holandês, foi um passo nesse sentido. Não obstante a festa lisboeta, o optimismo acabou.

Um sistema, dois países (ou três?)

Outubro 25, 2007

E também convém não esquecer a Bélgica. É que se a Bélgica se desmembrar, são mais dois países (ou três?) a ter de ratificar o tratado.

Good evening, you’re a lovely audience

Outubro 22, 2007

One last screw

Outubro 19, 2007

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